
O projeto “Takatxi Nhipukutximyna – Plantio de árvores para nossa alimentação tradicional”, realizado pela Associação dos Produtores Indígenas da Terra Caititu (APITC) e apoiado pelo Programa COPAÍBAS, teve a ideia de construir novos canteiros e resgatar os saberes das mulheres apurinã, que vivem na Terra Indígena Caititu, no Amazonas, sobre o cultivo e uso de plantas com ativos medicinais.
Durante a ação, foram adquiridos muitos conhecimentos e então mais uma ideia surgiu: a cartilha Canteiro de Plantas Medicinais, que vai conter informações sobre a construção das áreas de plantio e das espécies utilizadas para curar enfermidades.
Inicialmente, a ideia era selecionar quatro aldeias para participar da ação, mas o projeto buscou expandir e acabou sendo ampliado para seis aldeias, diz Jeane, consultora do projeto.
Jeane também conta: “As mulheres se sentiram acolhidas por ter o seu conhecimento preservado e queriam muito repassar esses saberes para os mais novos, para moradores de outras aldeias e, até, para outros povos indígenas”.
Nos canteiros foram plantados mutuquinha, ampicilina, malvarisco e outras espécies que são muito utilizadas no preparo de remédios caseiros para gripe, dor de estômago e fluxo menstrual intenso.
A ação também contribuiu para que as mulheres pudessem compartilhar seus conhecimentos e também aprender novas técnicas de cultivo, novas espécies e novas formas de preparo.
Uma das participantes, Solange Souza, de 49 anos, da aldeia Paxiúba, conta que, com a experiência, pôde adquirir um conhecimento que ajudou a controlar a crise asmática do neto. “Com a troca, ensinei e aprendi a trabalhar com as plantas”, explica.
A experiência contou com a participação de 50 mulheres e 36 homens das aldeias Nova Esperança 2, Copaíba, Paxiúba, Idecorar, Arapaçuzinho e Bela Vista.
Todo o processo foi documentado por Jeane, que também foi a responsável pela redação e preparação da cartilha.
“O apoio do COPAÍBAS foi fundamental para que a gente pudesse executar esse projeto e resgatar esses conhecimentos que estavam se perdendo dentro das aldeias”, celebra Jeane.
Depois que o livro ficou pronto, foram impressos exemplares físicos e distribuídos a todas as pessoas que participaram do plantio e contribuíram para essa rica troca de saberes. A versão digital também pode ser acessada na biblioteca do site do COPAÍBAS.
Encerrando o projeto, a APITC promoveu ainda um intercâmbio com indígenas de Rio Branco, no Acre. Durante quatro dias de encontro, os participantes compartilharam experiências sobre as técnicas de cultivo utilizadas em suas aldeias e o uso medicinal das plantas. “Foi um momento de grande aprendizado coletivo, que trouxe resultados positivos para o aprimoramento das práticas de plantio dentro das comunidades”, conclui Jeane.
Cartilha Canteiro de plantas medicinais
Crédito da foto: Divulgação/APITC

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