Cannabis: Mãe conta como a filha passou de 60 convulsões diárias para nenhuma
JOHNSTOWN, NY - AUGUST 19: Cannabis plants grow in the greenhouse at Vireo Health's medical marijuana cultivation facility, August 19, 2016 in Johnstown, New York. New York state lawmakers voted to legalize marijuana for medical use in 2014 and the law took effect in January 2016. Currently, five organizations are allowed to grow and sell the drug for medical use in the state. New York's new law only allows people with 'severe debilitating or life threatening conditions' to obtain marijuana for medical use. (Photo by Drew Angerer/Getty Images)

Cannabis: Mãe conta como a filha passou de 60 convulsões diárias para nenhuma

Compartilhe a Verdade

Foram cinco anos para que a professora Liane Pereira (54), do Rio Grande do Sul, descobrisse que a filha Caroline tinha Síndrome de Dravet, um tipo raro de epilepsia resistente a medicamentos.

Caroline passou a tomar anticonvulsivantes com meses de vida. Remédios que nem eram recomendados para a sua faixa etária. Aos cinco anos, a menina já tomava quatro tipos de tarja preta em dose máxima, mas as crises continuavam. A família ainda tentou uma cirurgia pelo Instituto do Cérebro da Puc (Pontifícia Universidade Católica), mas não adiantaria para o seu caso.

Foi só depois da cannabis que a Caroline passou de 60 convulsões diárias para nenhuma. Hoje, com 13 anos, a menina superou as expectativas e passou a ter autonomia para comer, andar e sorrir.

Contudo, Liane precisou percorrer um longo caminho para isso.

Cannabis como opção

Liane conta que a sua saga com a cannabis começou em 2014, após assistir o documentário Ilegal. O filme conta a história da família Fisher, que ficou conhecida por ser a primeira a obter na justiça o direito de importar produtos feitos com a planta.

O acontecimento rendeu o documentário, que foi um divisor de águas na vida de muitas pessoas que não conheciam os benefícios da planta. Além de ser um precursor para a criação de uma resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que permitiu a importação de cannabis em 2015.

Caroline passou a tomar o óleo importado em 2016. Mas por causa do preço, era difícil manter. Liane ainda conseguiu uma ação judicial para o custeamento pelo seu município no ano seguinte, mas ainda assim não estava garantido.

“Em três anos, eles  (a prefeitura) só custeou o óleo por nove meses. Eu tinha que fazer rifas e vaquinhas online para comprar”, acrescenta.

A professora saiu pedindo ajuda por todos os lugares. Chegou até a sair em uma reportagem da RBS, uma afiliada da rede Globo no Rio Grande do Sul e em uma matéria no Correio do Povo, para pressionar o município a cumprir a decisão.

Liane conta que, assim que terminou a reportagem na TV, uma internauta lhe enviou um concentrado artesanal de cannabis. Ela não sabia exatamente o que continha dentro do frasco, muito menos quem mandou, mas ajudou a sua filha a amenizar as crises durante aquele mês. “Até hoje eu não sei quem foi, nunca conheci”, acrescenta.

Recorrendo ao cultivo

Foi nessa época que a história da Cidinha passou no Fantástico. Cida Carvalho, hoje fundadora da associação Cultive, também tem uma filha com a Síndrome de Dravet. Como na história da Anny Fisher, a cannabis foi o único tratamento que deu certo.

Contudo, dessa vez, a história da Cidinha trouxe um novo elemento que, até agora, Liane não tinha apostado:o  Cultivo caseiro para a extração do óleo. Por isso, a professora não pensou duas vezes e viajou para São Paulo em busca da referência que poderia ajudá-la.

Nunca tinha estado na metrópole, muito menos em uma Marcha da Maconha. Ela foi ao evento com um único objetivo: encontrar a frente das mães e falar com a Cidinha, mesmo sem nunca ter a conhecido. E conseguiu.

Em 2017 a professora  já estava fazendo os cursos de extração da Cultive. “Lembro que voltei para o Rio Grande do Sul com uma muda (de cannabis) dentro da mala, enrolada nas roupas. Nem sei como passou no Raio X”, relata.

O seu primeiro gabinete foi uma máquina de lavar velha com algumas lâmpadas penduradas, mas foi aperfeiçoando com o tempo. Ela passou pouco mais de um ano plantando na ilegalidade.

Por fim, saiu o Habeas Corpus, uma decisão judicial que dá o direito ao salvo-conduto para plantar sem correr o risco de ser presa. Liane precisa renovar de tempos em tempos, mas não se importa.

Sem anticonvulsivantes

Liane conta que a melhora da filha foi incrível. As crises foram diminuindo com o tempo e hoje ela não tem nenhuma. Junto a um profissional ela conseguiu retirar os medicamentos aos poucos até tirar todos em 2020.

Fato que trouxe qualidade de vida. Para quem não podia sair de casa sem a cadeira de rodas, hoje Caroline pode andar pela casa livremente e tem autonomia para comer, não usa mais fraldas e já sabe juntar sílabas.

Com isso, a mãe pode até voltar a trabalhar. Hoje, Liane virou representante da empresa Revivid, uma marca de produtos à base de cannabis.

Veja também:

Polícia Vs Favela – A Ganja

Portais
Fortaleça no merch!

cristolucifer.com.br
unebrasil.org
unebrasil.com.br
unebrasil/livrolucifer
querovencer.unebrasil.com.br
congressoonline.org/

Luz p’ra nós!

Compartilhe a Verdade:
Pin Share

Compartilhe a Verdade

9 Comments

  1. Roberta_rubinaa

    Nossa que incrível . 🙏

  2. Uau. Que história incrível! Demos graças a Deus por nos dar a maconha! Luz p’ra nós!

  3. Sem dúvidas, a cannabis é a melhor planta medicinal que existe. Glória a Deus!🙌🙏✨

  4. Incrível a história dessa guerreirinha. Viva a saúde mental, viva a canabis. Luz pra nós!

Responder a Tatiely Silva Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *