Por que os gatos abrem a boca para cheirar

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O funcionamento do sensor auxiliar no céu da boca

Quem convive com gatos já deve ter presenciado uma cena no mínimo inusitada. O felino se aproxima de algo novo, dá uma bela fungada e, de repente, levanta a cabeça e fica com a boca um pouco aberta, com os olhos meio perdidos. Parece até que ele sentiu nojo do cheiro ou ficou muito impressionado com alguma coisa. Na verdade, essa expressão não tem nada a ver com desgosto. Ele está ativando um sistema bem avançado do próprio corpo para entender exatamente o que tem naquele ambiente.

Essa reação tem um nome na biologia animal e se chama reflexo de Flehmen. Quando o gato faz isso, ele está usando uma estrutura chamada órgão de Jacobson, que fica localizada bem no céu da boca, logo atrás dos dentes da frente. Ao deixar a boca entreaberta e enrugar o focinho, ele puxa o ar diretamente para esse sensor. É como se ele estivesse literalmente saboreando o ar, misturando o olfato com o paladar para conseguir ler partículas químicas que o nariz normal não daria conta de registrar sozinho.

 

A leitura das mensagens químicas do ambiente

Esse órgão serve como um verdadeiro leitor de mensagens deixadas por outros animais. Os gatos são muito territoriais e usam feromônios para se comunicar, esfregando o rosto nos móveis ou deixando marcas pela casa. Quando o seu pet saboreia o ar desse jeito, ele consegue saber informações muito específicas sobre quem passou por ali, descobrindo o gênero, a idade e até o estado de humor do outro felino. É como se ele estivesse lendo uma mensagem de texto deixada no ar da sua sala.

Fatos sobre a evolução e os sentidos selvagens

Para quem acha que isso é uma mania exclusiva do bichano de estimação, vale saber que esse instinto vem de muito longe. Os grandes felinos selvagens, como os leões, tigres e leopardos, também fazem exatamente a mesma careta ao investigar os troncos das árvores nas savanas e nas florestas. Eles usam essa habilidade tanto para rastrear fêmeas na época de acasalamento quanto para mapear os limites do território de machos rivais.

Além dos felinos, a natureza dotou outros animais com essa mesma vantagem anatômica. Os cavalos dão aquela levantada clássica no lábio superior mostrando os dentes justamente para expor o órgão de Jacobson. As cobras usam a língua bifurcada para capturar as partículas do ar e jogá-las direto nesse sensor no céu da boca. É um projeto anatômico super eficiente que a natureza encontrou para garantir a sobrevivência e a comunicação invisível entre os animais de uma mesma região.


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