Quando o assunto é limpeza, o Cleansing Oil e o Cleansing Balm se tornaram os queridinhos e ganharam destaque, principalmente, pela técnica da dupla limpeza, o famoso “double cleansing”, que consiste em utilizar primeiro um Cleansing Oil ou Balm para dissolver impurezas oleosas e, depois, um sabonete específico para o seu tipo de pele.
Sua formulação e interação com a pele
O Cleansing Oil e o Cleansing Balm, partindo de um princípio químico, funcionam interagindo com os lipídios, ou seja, com as substâncias oleosas presentes na camada superficial da pele. Em outras palavras, óleo dissolvendo óleo.
Na formulação dos Cleansing Oils/Balms há a presença de óleos e agentes emulsificantes, que ajudam a dissolver resíduos oleosos acumulados na pele. Isso porque, às vezes, o sabonete que utilizamos pode não realizar uma limpeza completa, deixando resíduos de maquiagem, protetor solar, partículas de poluição e outras impurezas aderidas à superfície cutânea.
Por isso, para quem usa maquiagem com frequência, protetor solar diariamente ou produtos com componentes oleosos na formulação, o Cleansing Oil/Balm pode ser uma excelente opção de limpeza.
Quando aplicados sobre a pele seca, a fase oleosa entra em contato com os lipídios superficiais presentes na pele e ocorre a solubilização desses resíduos. Tecnicamente falando, o óleo do cleansing possui afinidade química com essa fase lipídica, ou seja, com as substâncias oleosas presentes na superfície da pele.
Ao entrar em contato com resíduos mais oleosos, como maquiagem, protetor solar e excesso de sebo, essas substâncias começam a se dissolver e a se desprender da superfície cutânea. Isso ajuda a reduzir a necessidade de atrito e fricção durante a limpeza do rosto, tornando o processo mais eficiente e gentil para a pele.
O ponto mais diferente do Cleansing Oil é que ele não é um óleo puro. Em sua formulação, há a presença de emulsificantes e surfactantes não iônicos ou suaves, que permitem a ligação entre água e óleo.
Então, quando você adiciona água, a fase oleosa se dispersa e forma uma emulsão óleo em água, que é aquela aparência mais leitosa e esbranquiçada que aparece nas mãos.
Nesse processo, os resíduos dissolvidos ficam encapsulados nessa emulsão, facilitando o enxágue e a remoção das impurezas da pele. Sem passar por essa etapa de emulsificação, o óleo permaneceria aderido à superfície cutânea.
Beneficios a Barreira Protetora da pele (barreira cutanea)
Falando sobre barreira cutânea, ela corresponde à camada mais externa da nossa pele, o estrato córneo, e é composta por corneócitos e uma matriz lipídica, frequentemente descrita por dermatologistas pelo modelo “tijolo e cimento”.
Os tijolos são os corneócitos, enquanto o cimento corresponde aos lipídios intercelulares, compostos principalmente por ceramidas, colesterol e ácidos graxos.
Os Cleansing Oils e Cleansing Balms tendem a agir mais na superfície da pele e nos resíduos lipofílicos do que promover uma extração intensa desses lipídios estruturais.
Por isso, quando comparados a sabonetes mais agressivos ou sulfatos fortes, os Cleansing Oils costumam preservar melhor a hidratação da pele, gerar menor perda de água, causar menos sensação de repuxamento após a limpeza e também reduzir o atrito durante a lavagem do rosto, ajudando a preservar a integridade da barreira cutânea.
Poros e filamentos sebáceos
Os Cleansing Oils também podem ser excelentes aliados quando falamos de poros e filamentos sebáceos. Durante a massagem no rosto, o óleo ajuda a fluidificar parcialmente o sebo oxidado presente na superfície, amolecendo esse material lipídico acumulado e facilitando a remoção superficial dos resíduos.
Mas é importante destacar que o Cleansing Oil não abre os poros — até porque os poros não possuem mecanismo de abertura e fechamento — e também não remove cravos profundos sozinho.
O que ele faz é auxiliar principalmente na remoção do conteúdo superficial e na redução de obstruções leves, contribuindo para uma limpeza mais eficiente e gentil da pele.
Limepeza
Então, sim, para quem usa protetor solar diariamente, maquiagem ou produtos com maior presença de óleo na formulação, o Cleansing Oil ou Cleansing Balm pode ser um excelente aliado, principalmente dentro da técnica da dupla limpeza.
No entanto, algumas peles podem não se adaptar tão bem ao Cleansing Oil, especialmente quando ele não é removido de forma adequada. Quando resíduos permanecem na pele, pode haver acúmulo de oleosidade e impurezas, favorecendo o aparecimento de cravos e, em alguns casos, de acne inflamada.
Por isso, o ideal é aplicar o Cleansing Oil sobre a pele seca, massageando delicadamente o rosto. Em seguida, adicionar um pouco de água para promover a emulsificação — aquela textura mais leitosa — e enxaguar completamente. Depois, finalizar com um sabonete adequado para o seu tipo de pele, completando a dupla limpeza.

