Inicia II Marcha das Mulheres Indígenas
The Acampamento Terra Livre - ATL (in English: Free Land Camp), happening from April 24th to 26th, 2019, is the main and largest annual assembly of indigenous leaders coming from the five regions of Brazil. Over 4.000 indigenous people, gathered in Brasília, seek to exchange cultural experiences and unify their resistance and fight for their rights, such as the demarcation of their territories, access to health, education and social participation for the many Indigenous Peoples living in Brazil. The ATL has been happening for 15 years in a peaceful way, aiming to give visibility to the indigenous fight for their constitutional rights. O Acampamento Terra Livre, que acontece de 24 a 26 de abril de 2019, em Brasília, é o maior e principal encontro anual de lideranças indígenas vindas das cinco regiões brasileiras. O objetivo dos mais de 4 mil indígenas é trocar experiências culturais e unificar a resistência e a luta pelos seus direitos, como demarcação de suas terras, acesso à saúde, educação e participação social para todos os Povos Indígenas quem vivem no país. O ATL vem acontecendo há 15 anos de maneira pacífica, com o intuito de trazer visibilidade à luta dos indígenas por seus direitos constitucionais.

Inicia II Marcha das Mulheres Indígenas

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A 2ª Marcha Nacional das Mulheres Indígenas começou ontem (7), em Brasília, com a chegada e acolhida das delegações que participarão dos atos, que vão até sábado (11). Com o tema Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra, cerca de 4 mil mulheres, de mais de 150 povos de todos os biomas do Brasil, devem participar do evento.

O julgamento da tese do marco temporal foi retomado na semana passada. Nos dois dias, um total de 23 instituições (13 representadas por mulheres) foram contrárias à tese da imposição de um marco temporal. Já outras 13 apresentaram-se a favor da tese. Entre os advogados que rechaçaram o marco temporal, estavam quatro indígenas: Samara Pataxó, Cristiane Soares Baré, Ivo Macuxi e Eloy Terena.

A partir de hoje, quarta-feira (8), a Corte volta a julgar o “marco temporal”, tese jurídica defendida por Bolsonaro que impede indígenas de reivindicarem terras não ocupadas até a data da promulgação da Constituição Federal de 1988, restringindo processos de demarcação. 

“A partir de 1988 há uma promessa do Estado brasileiro de que os territórios indígenas seriam reconhecidos e regularizados em cinco anos. E cadê esse prazo de cinco anos? Então a gente precisa avançar nisso.  A temporalidade não é nossa. Vamos resistir. Enquanto a gente manter a nossa essência, enquanto a gente manter nossa conexão com a terra e com os nossos antepassados, nossa espiritualidade, vamos resistir. Isso o tempo não apaga. Isso o tempo fortalece”.

O evento é promovido pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga) e as atividades se concentram no espaço da Fundação Nacional de Artes (Funarte), na área central da capital federal. Estão previstas audiências, ações culturais e grupos de trabalho. Na quinta-feira (9), elas sairão em caminhada até a Praça dos Três Poderes.

Por meio de nota, a Apib reforça  que o propósito da mobilização em Brasília é protestar de forma pacífica por direitos e acompanhar o julgamento no STF, em apoio aos ministros e às ministras do Supremo contra a tese do Marco Temporal.

“Todos os ataques que se enquadram em crimes de racismo, injúria, calúnia e difamação serão devidamente denunciados para que sejam tomadas medidas cabíveis, bem como as condutas de intimidação e ofensas”, diz a Apib.

Nara Baré, que é coordenadora-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), também está no Distrito Federal desde o dia 18 de agosto para acompanhar o desenrolar do julgamento do marco temporal. Nara permanece na mobilização dos indígenas na capital federal, desta vez fazendo parte da marcha das mulheres.

Ela conta que o acampamento tem recebido visita de bolsonaristas que querer saber se os indígenas são de direita ou de esquerda. “Como nas nossas cores indígenas são o preto do jenipapo e o vermelho do urucum, eles atribuem o vermelho a questões partidárias que não tem nada a ver conosco”, conta Nara, que reafirma que luta pelos direitos indígenas.

“Nós estamos recebendo ameaças de pessoas que são a favor do presidente Bolsonaro, nós não estamos mexendo com eles, o movimento indígena não é um movimento nem de direita e nem de esquerda, nós estamos aqui a favor da nossa vida”, ressalta Nara.

Conheça as teses 

No centro da disputa há duas teses: de um lado a tese do chamado marco temporal, defendida pelos ruralistas e que restringe os direitos indígenas, e do outro a defesa do direito originário e da tradicionalidade da ocupação indígena como critério para as demarcações de terras indígenas.

Segundo a tese restritiva do marco temporal, os povos indígenas só teriam direito à demarcação das terras que estivessem em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição. Além de trazer o ônus da prova da disputa por seus territórios para as comunidades, a tese ignora e ao mesmo tempo legitima, o histórico de expulsões e violências sofridas pelos povos indígenas antes da data. Essa tese é defendida pelos setores mais retrógrados do agronegócio, além de outros setores interessados em explorar os recursos em terras indígenas.

Oposta ao marco temporal está a “teoria do indigenato”, consagrada pela Constituição Federal de 1988. De acordo com ela, o direito indígena à terra é originário, ou seja, é anterior à formação do próprio Estado brasileiro, cabendo ao poder público apenas declarar seu reconhecimento. Sem fazer qualquer menção a um marco temporal, a Constituição de 1988 estabelece a tradicionalidade da ocupação indígena como único critério para as demarcações. Essa tese é defendida pelos povos e organizações indígenas, indigenistas, ambientalistas e de direitos humanos.

Aos índios

Somos a favor do direito destas comunidades permanecerem em suas culturas, pois isso é liberdade, mas sem nunca atrapalhar ou se aproveitar da sociedade sem contribuir com ela.
Amamos os índios porque fazem parte da nossa historia e da riqueza do país. O que acontece hoje, no entanto, é um grande investimento em órgãos que usam índios como desculpa para tomarem terrenos com preciosidades para os judeus.

Somos todos feitos de idiotas, tanto índios como nós. Só com a reorganização do sistema, eles terão paz e justiça.

(Trecho final Bob Navarro)

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