O leite materno perde o valor após os 2 anos? O que os médicos e a ciência dizem

O leite materno perde o valor após os 2 anos? O que os médicos e a ciência dizem

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A recomendação oficial das maiores autoridades de saúde do mundo

É muito comum que as mães escutem palpites de parentes ou amigos dizendo que, após os dois anos de idade, o leite materno “vira água” ou perde os nutrientes, deixando de ser necessário para a criança. No entanto, esse pensamento é um grande erro que o senso comum acabou espalhando. Se a gente olhar para as diretrizes das maiores entidades médicas do planeta, a realidade é totalmente diferente. A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são categóricos: o aleitamento deve ser exclusivo até os seis meses e mantido, de forma complementada com outros alimentos, até os dois anos ou mais.

A comunidade médica defende que não existe uma idade limite máxima para interromper a amamentação. Os estudos mostram que o leite humano não perde as suas propriedades com o passar do tempo. Pelo contrário: ele se adapta às necessidades da criança em crescimento. Após os dois anos, o pequeno já consome a comida da família no dia a dia, de modo que o peito deixa de ser a principal fonte de calorias, mas continua funcionando como um riquíssimo suplemento biológico, imunológico e emocional que nenhuma indústria consegue replicar em laboratório.

 

Os três grandes benefícios comprovados pela pediatria moderna

O primeiro grande benefício da amamentação nessa fase é a proteção imunológica. Pesquisas na área de infectologia pediátrica comprovam que, no segundo ano de vida, a concentração de anticorpos e de células de defesa no leite materno aumenta de forma significativa. Isso acontece porque a criança de dois anos está explorando o chão, entrando na escolinha e tendo contato com muitos vírus e bactérias. O leite serve como uma vacina diária personalizada, reduzindo drasticamente as chances de infecções respiratórias, otites e crises de diarreia.

O segundo ponto está no desenvolvimento físico e facial. O ato de sugar o peito exige um esforço muscular intenso da mandíbula, da língua e das bochechas da criança. Os dentistas e fonoaudiólogos explicam que esse exercício mecânico ajuda na formação correta da arcada dentária, previne problemas de mordida e fortalece os músculos que o pequeno vai usar para falar e mastigar os alimentos sólidos.

Por fim, o terceiro pilar é o suporte emocional. O momento da mamada acalma os batimentos cardíacos, reduz o cortisol (hormônio do estresse) e ajuda o cérebro da criança a se sentir seguro em uma fase cheia de saltos de desenvolvimento.

 

O momento do desmame deve respeitar o ritmo da família

Sabendo de tudo isso, fica claro que a decisão de parar de amamentar não deve ser tomada por pressão da sociedade ou por vergonha dos comentários alheios. Os psicólogos e pediatras orientam que o caminho ideal é o desmame natural ou o desmame guiado, que ocorre de maneira gradual e afetuosa quando a mãe ou o próprio filho sinalizam que aquele ciclo chegou ao fim, substituindo o peito por outras formas de carinho e atenção.

Para fechar com uma história curiosa que a maioria das pessoas nem imagina: se a gente olhar para a história da humanidade, a amamentação prolongada sempre foi a regra, e não a exceção. Estudos arqueológicos feitos em fósseis de dentes de crianças da antiguidade e registros em documentos do Império Romano revelam que os povos antigos costumavam amamentar seus filhos até os três, quatro ou cinco anos de idade. Em muitas culturas do passado, o desmame só acontecia quando a criança já demonstrava total independência para a caça ou para as tarefas da comunidade. O isolamento desse hábito na sociedade atual é um fenômeno muito recente, impulsionado pela rotina acelerada do trabalho moderno. Portanto, se você escolheu continuar amamentando o seu filho após os dois anos, saiba que você está oferecendo um verdadeiro escudo de saúde e carinho para o futuro dele.

Referências Médicas e Científicas

  • ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). Global strategy on infant and young child feeding. Diretrizes mundiais sobre a importância do aleitamento complementado até os 2 anos ou mais.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA (SBP). Guia Prático de Aleitamento Materno. Departamento Científico de Aleitamento Materno, posicionamento sobre os benefícios imunológicos e nutricionais na infância.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL. Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos. Evidências científicas nacionais sobre a manutenção do vínculo e da proteção vacinal através do leite humano.

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