Essa barreira funciona como uma verdadeira linha de defesa do corpo, ajudando a impedir a perda excessiva de água e protegendo a pele contra poluição, microrganismos, radiação solar, substâncias irritantes e outros agentes externos.
Se em algum momento você já sentiu a pele ardendo, descamando, sensível ou com aquela sensação de repuxamento ,principalmente após a limpeza, ou percebeu que qualquer produto começa a causar vermelhidão e irritação, é muito provável que a sua barreira cutânea esteja comprometida.
Muitos dermatologistas explicam a barreira cutânea através da comparação com uma casa muito bem construída, formada por tijolos e argamassa. Os “tijolos” seriam as células da camada mais superficial da pele, enquanto a “argamassa” corresponde aos lipídios naturais que mantêm essa estrutura unida e protegida.
Quando a barreira cutânea está saudável, essa parede consegue manter a hidratação da pele e bloquear agentes externos nocivos. Mas, quando ela sofre danos, é como se surgissem pequenas rachaduras nessa estrutura. Com isso, a pele perde água com mais facilidade e fica mais vulnerável à irritação, sensibilidade, ressecamento e inflamações.
Quando a argamassa do nosso muro (falamos logo acima sobre isso) começa a falhar, a água de dentro da pele começa a evaporar. Esse processo é chamado de
perda de água transepidérmica (TEWL).
A pele pode apresentar:
- Coceira
- Vermelhidão
- Descamação fina
- Pele áspera
- Ardência com produtos do cotidiano
- Sensibilidade aumentada
Também pode acontecer o famoso efeito rebote. Quando a pele fica vulnerável,
ela tenta se defender, fazendo com que as glândulas sebáceas trabalhem mais.
Isso pode gerar brilho excessivo, pele desidratada por baixo e acne.
Estrutura forte e inteligente
Vamos olhar mais de perto esse muro forte de proteção. Os “tijolos” desse muro são células chamadas corneócitos. São células mortas que se transformaram em placas firmes e resistentes de queratina, formando a estrutura física da barreira cutânea.
Já a “argamassa” são os lipídios, gorduras naturais da pele. Essa mistura de gorduras saudáveis é produzida pela própria pele e é composta principalmente por ceramidas, colesterol e ácidos graxos, substâncias essenciais para manter a hidratação, a proteção e a estrutura da barreira cutânea.

Quando os tijolos e a argamassa estão trabalhando juntos, com os tijolos firmes e a argamassa preenchendo todos os vãos, a água não sai da pele. A hidratação natural fica presa lá dentro, o que deixa a pele mais macia, viçosa e elástica.
Ela também funciona como uma barreira de proteção, impedindo que a poeira, a poluição, a maquiagem e os micro-organismos entrem na pele. É como se eles batessem nesse muro e voltassem para atrás.
A camada ácida e o hidratante natural da pele.
Além da nossa pele ter o muro físico, ela também possui dois sistemas de proteção invisíveis.
Dentro de cada tijolo, existem microesponjas feitas de aminoácidos e sais naturais. Elas sugam a umidade do ar e seguram essa água na pele. Por isso, quando você limpa a pele muitas vezes ao dia, também pode acabar “lavando” essas esponjas e fazendo com que elas desapareçam aos poucos.
E também uma superfície que contém um leve ácido natural que mantem o PH fisiológico em torno de 5.5. Essa camada acida cria um ambiente de maneira intencional que funciona como um repelente natural para bactérias ruins e mantem um ambiente saudável para as bactérias boas (o nosso microbioma)
Microbioma cutâneo: A superfície cutânea contém bilhões de microrganismos benéficos que ajudam na regulação do pH, evitam a proliferação de agentes nocivos e auxiliam o organismo na identificação de microrganismos prejudiciais à pele.
Toda essa estrutura forma o que conhecemos como barreira cutânea, uma estrutura extremamente forte e inteligente, responsável por proteger não só a nossa pele, mas a nossa saúde como um todo.

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