
Em Cuiabá, dentro de um galpão simples, duas mulheres unidas lideram projetos sociais que transformam retalhos em lindas peças infantis.
Duas mulheres, um propósito
Maria das Graças dos Santos, 74, conhecida como “Chica do Paiaguás”, e Janeth Aparecida Sterza, 68, realizam, em um galpão simples no Residencial Paiaguás, um trabalho social com descartes da indústria têxtil.
Com a ajuda de mais seis costureiras voluntárias, elas lideram três projetos que produzem enxovais para recém-nascidos e peças infantis.
Retalhos que viram cuidado
Os retalhos e uniformes sem serventia se transformam em peças infantis.
Camisetas, vestidos e outros vestuários são reaproveitados para a produção de enxovais para recém-nascidos, contendo mantas, macaquinhos, pagãozinhos, toucas e meias, entre outras peças.
A principal matéria-prima dos conjuntos infantis é composta por tecidos novos e seminovos doados por empresas.
No espaço onde funcionam os clubes de mães e de idosos do bairro Paiaguás, também atuam os três projetos sociais comandados pela dupla: Baby Sinhá Maria, 3R (Reutilizar, Reaproveitar e Reciclar) e Do Tempo da Vovó.
Em 2025, o Baby Sinhá Maria produziu mais de 1,5 mil peças para recém-nascidos, destinadas a ações sociais e famílias em situação de vulnerabilidade. Já os projetos 3R e Do Tempo da Vovó trabalham com produção solidária e venda a valores simbólicos, ajudando no custeio das despesas do espaço e no apoio a atendimentos emergenciais.
Um galpão movido pela solidariedade
Devido ao volume de doações, a dupla iniciou um projeto de ampliação do espaço, mas as obras foram embargadas pela prefeitura ainda na gestão passada.
As duas tentam a liberação para dar continuidade às ações sociais.
Mesmo diante das dificuldades, a dupla segue firme na missão de ajudar crianças por meio da costura.
Dedicação que atravessa o tempo
Além do trabalho voluntário no galpão, Janeth também atua em projetos comunitários ligados à segurança e ações sociais na região, enquanto “Chica do Paiaguás” permanece envolvida em atividades sociais e no apoio às famílias da comunidade.
Mesmo após quase duas décadas de atuação, elas afirmam que a motivação continua sendo o amor ao próximo.
“Fazer o bem dá trabalho e a gente sofre mais críticas do que elogio”, avaliam elas.
“Mas, além de saber que as críticas vêm de quem não faz, não estamos buscando elogios e reconhecimento”, garantem.
“O retorno de fazer o bem ao próximo é para a gente mesmo. Esse é o sentimento que temos aqui. E ainda temos a possibilidade do reconhecimento de Deus, não é mesmo?”, destacam as duas.

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A solidariedade é um ato de amor, de validação de nobreza, que é sustentada quando o egoísmo deixa de ser o regente de nossa conduta. Conduta essa que pode até ser incentivada pelo elogio, mas o objetivo não, pois sendo o elogio o objetivo, deixa de ser nobreza e passa a ser validação do ego. Linda história dessas mulheres, a solidariedade que une tecidos para agasalhar crianças. LPN